No fim de maio, o governo federal encerrou a consulta pública para a criação do guia orientativo para o desenvolvimento de competências digitais e midiáticas da pessoa idosa no Brasil. Apesar de estarem cada vez mais inseridos no ambiente digital, muitos idosos ainda enfrentam barreiras significativas para acessar a tecnologia.
O relatório da Conferência Livre Nacional sobre o direito à educação digital para a pessoa idosa aponta uma série de desafios, como a dependência de planos de dados limitados e a dificuldade em utilizar smartphones com interfaces pouco amigáveis. Isso resulta em uma cidadania digital desigual, onde uma minoria tem acesso pleno e qualificado, enquanto a maioria permanece excluída ou com acesso precário.
Essa exclusão digital é considerada uma violação dos direitos assegurados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, contribuindo para o isolamento e a baixa autoeficácia entre os idosos. A inclusão digital é, portanto, uma questão central de direitos humanos, com reivindicações por políticas de democratização, acessibilidade de dispositivos, e estruturas comunitárias que ofereçam capacitação e suporte.
Os grupos de apoio à causa destacam a necessidade de um atendimento humanizado e da capacitação em segurança digital, além da prevenção contra fraudes e informações enganosas. A implementação dessas diretrizes é fundamental, especialmente em um ano eleitoral, onde é importante que os candidatos se posicionem sobre o tema.


