Com a intensificação da guerra no Oriente Médio em decorrência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o preço do ouro disparou nos mercados internacionais nesta segunda-feira (2). O metal, tradicionalmente visto como um investimento seguro em tempos de crise, passou a ser mais procurado à medida que ações e ativos de maior risco recuavam.
A valorização do ouro já vinha em ascensão desde o início de 2026, impulsionada por incertezas políticas, dúvidas sobre a política de juros dos EUA e um aumento nas compras por bancos centrais. Em janeiro, o ouro atingiu um recorde histórico de US$ 5.595 por onça.
Nos últimos 12 meses, o preço do ouro acumulou uma valorização superior a 85%, superando o desempenho do Ibovespa e de outros investimentos populares. A alta é atribuída à busca por segurança por parte dos investidores, especialmente em cenários de instabilidade geopolítica.
Analistas explicam que a disparada no preço do ouro é resultado da expectativa de queda das taxas de juros nas principais economias, aumento das tensões globais e a necessidade de proteção do patrimônio. A atuação dos bancos centrais também tem sustentado os preços, com vários países trocando reservas em dólar por ouro, uma vez que este último não está vinculado a nenhuma economia específica.
A escalada de tensões entre EUA e Irã e incertezas sobre a política monetária americana também contribuíram para a valorização do metal. Quando há expectativa de juros mais baixos, investimentos que pagam rendimentos se tornam menos atrativos, aumentando a demanda por ouro.
Após atingir recordes, o preço do ouro passou por ajustes pontuais, considerados normais por especialistas. Esses recuos são vistos como realização de lucros por investidores e ajustes provocados pela oscilação do dólar e juros americanos.
O ouro continua a ser procurado como uma proteção em tempos de crise e instabilidade econômica. Ele é considerado um ativo que tende a manter seu valor, mesmo quando outros ativos financeiros estão em queda. Além disso, o metal pode ajudar a diversificar investimentos, reduzindo riscos em carteiras que incluem ações e renda fixa.
Especialistas recomendam que a alocação em ouro pode variar entre 15% e 30% do patrimônio, dependendo da tolerância ao risco do investidor. Apesar das oscilações, a tendência é que o preço continue subindo, dado o cenário geopolítico e econômico atual.
As opções de investimento em ouro incluem a compra de ouro físico, ETFs, fundos de investimento e contratos futuros, sendo importante que o investidor considere seu perfil e objetivos financeiros ao decidir sobre a alocação em ouro.


