O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na quinta-feira, 25 de junho. A extensão deste benefício depende da decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão por sua liderança em uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado em 2022.
A prisão domiciliar foi concedida em março, com duração de 90 dias, em razão do estado de saúde do ex-presidente, que enfrentava problemas respiratórios. A Procuradoria-Geral da República também apoiou a decisão. Antes de ser transferido para a prisão domiciliar, Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal.
A defesa de Bolsonaro solicitou uma nova bateria de exames médicos, alegando a necessidade de avaliações para monitorar seu quadro de saúde, que inclui episódios de cansaço e fadiga. Além disso, um incidente recente envolvendo a apreensão de uma arma de fogo de Bolsonaro pode influenciar a decisão do ministro Moraes sobre a prorrogação da prisão domiciliar.
Durante a prisão domiciliar, Bolsonaro está sujeito a restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e proibições de contato com políticos e uso de redes sociais. A situação de sua saúde e o comportamento durante a prisão domiciliar serão considerados por Moraes na avaliação da extensão do benefício.


