Apesar das tratativas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com senadores de todos os partidos, o PL deve anunciar, na próxima quarta-feira (4), Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027. O partido terá a maior bancada do Senado a partir dos novos senadores eleitos em outubro, totalizando 28 parlamentares.
Alcolumbre, que tenta se reeleger ao cargo, busca votos de senadores de partidos da oposição, como PL, PP e Republicanos. Para ser eleito, o candidato à presidência do Senado precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 de 80 votos.
Na última semana, Alcolumbre discutiu com parlamentares a possibilidade de pautar um projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa estratégia poderia angariar apoio da oposição para sua reeleição e conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma liderança do PL no Senado comentou que a proposta de anistia poderia beneficiar tanto os condenados quanto os que os julgaram, incluindo o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Entretanto, o PL, de forma majoritária, não aceitou um acordo com Alcolumbre e pretende colocar Marinho em campanha a partir da próxima semana.
O senador Carlos Jordy (PL-RJ) declarou que a candidatura com mais força atualmente é a de Rogério Marinho. Além dele, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifestou interesse em disputar a presidência do Senado, destacando seu desejo de ser a primeira mulher a ocupar o cargo.
Com a candidatura de Marinho, senadores acreditam que ele poderá enfrentar Alcolumbre, que já possui votos suficientes para sua reeleição, mas ainda precisa dialogar com a ala mais radical do bolsonarismo.
Embora alguns governistas defendam o projeto de anistia, siglas como o MDB já se posicionaram contra essa possibilidade.


