Um homem de 27 anos foi preso na manhã de domingo (8) em uma residência de luxo em Guariba, São Paulo, sob a acusação de ser o operador financeiro de uma quadrilha especializada em sequestros que atuava na região de Ribeirão Preto.
De acordo com o delegado Igor Dorsa, responsável pela investigação, o suspeito, cuja identidade não foi divulgada, possuía expertise em movimentar dinheiro de forma que os valores não pudessem ser rastreados.
“Acreditamos que ele seja o operador financeiro. A quadrilha necessitava de contas bancárias para realizar suas movimentações de maneira a torná-las irrastreáveis, e ele, já com um histórico de envolvimento em crimes semelhantes, tinha o conhecimento necessário para indicar os caminhos a seguir”, afirmou Dorsa.
Além de sua função como operador, o homem também era encarregado de indicar as contas bancárias a serem utilizadas pelo grupo criminoso. “O grupo solicitava contas e ele, como gerente do núcleo financeiro, orientava sobre quais contas seriam seguras para desvio de dinheiro, evitando a detecção pela polícia”, explicou o delegado.
O suspeito está sob custódia temporária e, até o momento, não foi possível localizar sua defesa, uma vez que sua identidade permanece em sigilo.
A operação que resultou na prisão do homem faz parte da segunda fase da Operação Criptopix, que visa combater sequestros e lavagem de dinheiro. A primeira fase ocorreu no início de fevereiro, resultando na prisão de cinco indivíduos.
A investigação revelou que as vítimas eram sequestradas e levadas a cativeiros, onde eram forçadas a abrir contas em corretoras digitais que lidam com criptomoedas. O grupo atuava em cidades como Jaboticabal, Monte Alto e Campinas.
Além da prisão do suspeito, a Polícia Civil apreendeu três veículos de luxo, sendo um deles avaliado em mais de R$ 600 mil, e uma motocicleta, com a suspeita de que os bens tenham sido adquiridos com recursos provenientes de atividades ilícitas ligadas aos sequestros.


