A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul, em uma intervenção inédita na instância estadual. A decisão foi tomada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) durante reunião realizada na manhã desta terça-feira (7). Este será o primeiro ano em que o PT não terá um candidato próprio ao governo do estado.
O documento da direção nacional orienta a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT e outros partidos do campo democrático, sob a liderança de Juliana Brizola. O GTE também reconheceu Edegar Pretto como a liderança com maior legitimidade para liderar essa construção. Essa decisão representa uma intervenção da direção nacional, já que a instância gaúcha do PT pretendia manter a pré-candidatura de Pretto, que já estava em campanha.
O presidente do PT, Edinho Silva, havia enviado um aviso claro à instância gaúcha, indicando que, caso não houvesse recuo, a decisão viria de Brasília. Apesar disso, Pretto declarou que ainda tem a intenção de concorrer, ressaltando que sua pré-candidatura nunca foi um movimento pessoal, mas sim uma frente política que busca contribuir para a vitória do presidente Lula.
Essa estratégia do PT nacional visa garantir um palanque único para a campanha de reeleição de Lula no estado, uma decisão que foi reiteradamente comunicada ao diretório gaúcho.


