A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida afirmam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente.
O anúncio do governo Trump ocorreu dois dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e discutir o tema. Flávio reagiu à decisão, afirmando que fez pela segurança do Brasil ‘mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos’.
Entre os argumentos favoráveis à decisão de Trump estão:
- Asfixia financeira internacional: Flávio Bolsonaro acredita que agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações ‘narcoterroristas’.
- Proteção e ‘libertação’: O pré-candidato afirma que a medida representa uma ‘proteção ao povo brasileiro’ contra o que ele define como o ‘governo paralelo’ das facções criminosas.
- Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, declarou que PCC e CV ‘vão poder ser combatidos igual Bin Laden era’ pelos Estados Unidos.
Por outro lado, a decisão gerou críticas, como a de Lula, que condenou a classificação, afirmando: ‘Não aceitamos ser tratados como moleques’.
As consequências da classificação de PCC e CV como organizações terroristas incluem:
- Impactos jurídicos e em investigações: O combate às facções brasileiras pode passar para a esfera de inteligência e militar, permitindo uma investigação mais rápida e eficiente.
- Consequências financeiras e econômicas: Ativos financeiros relacionados às facções podem ser bloqueados e bancos que movimentem recursos das facções podem ser excluídos do sistema bancário americano.
- Soberania e ação militar: A classificação pode abrir espaço para intervenções militares dos EUA no Brasil sem anuência do governo brasileiro.
- Restrições de imigração e viagens: Integrantes das facções podem ter vistos negados ou cancelados, impactando também civis que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado.


