Um professor de Filosofia do ensino médio recebeu, em média, R$ 4.082 por mês em 2025. Para um professor de Matemática, a média foi de R$ 5.726, enquanto nas disciplinas pedagógicas, o salário médio chegou a R$ 7.294. Esses dados foram revelados pela “2ª Pesquisa Apagão dos Professores”, realizada pelo Instituto Semesp, que destaca a baixa atratividade financeira da carreira docente em um momento crítico, onde o Brasil precisa incorporar uma nova geração de educadores para substituir aqueles próximos da aposentadoria.
A remuneração média dos professores do ensino médio foi de R$ 6.574, o que representa cerca de 80% da renda média dos trabalhadores brasileiros com ensino superior completo, que é de R$ 8.100.
A pesquisa também detalha a média de remuneração por etapa de ensino, sendo: R$ 5.105 para professores de Educação Infantil (0 a 3 anos), R$ 5.307 para Educação Infantil (4 a 6 anos), R$ 6.166 para Ensino Fundamental I, e R$ 5.426 para Ensino Fundamental II. No Ensino Médio, a média é de R$ 6.574.
Os dados ainda mostram que o salário não é o único desafio enfrentado pelos docentes. A pesquisa indica que 58,3% dos professores entrevistados apontaram a baixa remuneração como um dos principais problemas da profissão, enquanto 74,8% mencionaram a falta de valorização e estímulo à carreira. Outros fatores incluem a falta de disciplina e interesse dos alunos (62,8%), a falta de apoio da sociedade (61,3%) e o baixo envolvimento das famílias (59%).
Além disso, 79,4% dos professores afirmaram já ter considerado desistir da carreira, e apenas 5% se sentem motivados e confiantes em relação ao futuro profissional. O estudo também revela uma queda de 31,1% no número de professores do Ensino Médio com até 24 anos entre 2015 e 2025, enquanto aqueles com 60 anos ou mais aumentaram em 104,5%.
Em termos de evolução salarial, o Brasil apresenta uma remuneração inicial de US$ 24,5 mil por ano para professores do Ensino Médio, valor inferior ao de países como Chile, Coreia do Sul, Portugal, Finlândia, Canadá, Austrália e Dinamarca. O Instituto Semesp ressalta que a atratividade da profissão está relacionada não apenas ao salário inicial, mas também às perspectivas de crescimento profissional e financeiro ao longo da carreira.


