A expressão ‘inteligência artificial’ (IA) foi criada em 1955, nos Estados Unidos, durante um encontro de pesquisadores que buscavam desenvolver máquinas com raciocínio semelhante ao humano. Entre os pioneiros estão John McCarthy, Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester, que uniram conhecimentos em matemática, engenharia e estatística para dar nome a essa nova área de pesquisa.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o desejo de mudar o nome de ‘inteligência artificial’ para ‘superinteligência’. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump argumentou que o termo atual dá a impressão de que a tecnologia é “falsa” e que, a partir de agora, todos os documentos oficiais dos EUA e, espera-se, do mundo, devem usar o novo nome.
Embora a expressão tenha surgido em 1955, as investigações sobre máquinas pensantes começaram antes. Alan Turing, na década de 1940, já explorava a possibilidade de programar máquinas para responder a perguntas de forma que fosse difícil distinguir se as respostas eram dadas por humanos ou máquinas.
Trump, em sua proposta, fez enquetes em sua rede social, apresentando opções como ‘Inteligência Superior’ e ‘Inteligência Suprema’, mas não explicou como a mudança de nomenclatura seria implementada ou se o setor tecnológico concordaria com isso.
Especialistas têm questionado a proposta de Trump, considerando-a mais uma jogada política do que uma necessidade técnica. Anderson Soares, um dos principais especialistas em IA no Brasil, ressalta que o conceito de inteligência não possui uma definição precisa, tanto nas ciências biológicas quanto na tecnologia.
Além disso, a mudança de nome pode aumentar a resistência do público em relação à IA, já que muitos ainda não compreendem plenamente a tecnologia. Pesquisas indicam que a maior parte da população está mais preocupada do que animada com o avanço da inteligência artificial.


