A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, apresenta um diagnóstico sobre a realidade de mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos que estudam nas redes pública e privada no Brasil.
Os dados revelam desafios em áreas como infraestrutura escolar, violência, saúde mental e percepção da imagem corporal. Um dos pontos destacados é o impacto da pobreza menstrual: cerca de 15% das adolescentes deixaram de ir à escola ao menos um dia no ano anterior à pesquisa devido à falta de absorventes, com índices de 17% na rede pública e 6% na rede privada.
Além disso, a insegurança influencia a frequência escolar, com mais de 1,5 milhão de estudantes (12,5%) faltando por medo no trajeto entre casa e escola. O estado do Rio de Janeiro apresenta a maior taxa de suspensão de atividades por violência, alcançando 25,6%.
A pesquisa também aponta um aumento no uso de cigarros eletrônicos entre os jovens, que saltou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024, enquanto a experimentação de cigarros comuns e narguilé caiu. Os índices de violência sexual também são alarmantes, com 9% dos estudantes relatando terem sido forçados a ter relações sexuais contra a vontade, sendo 26% entre as meninas.
Por fim, a saúde mental dos adolescentes apresenta preocupações, com 29% relatando tristeza frequente e 18,5% considerando que a vida não vale a pena ser vivida.


