A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) pode ter “consequências severas” para o setor aéreo. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, após a confirmação de que a Petrobras aumentou o preço médio de venda do QAV às distribuidoras. A Abear não comentou sobre a possibilidade de aumentos nas passagens, mas destacou que o combustível agora representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, um aumento significativo em relação aos 30% anteriores.
A nova alta no preço do QAV, que se junta ao reajuste de 9,4% em vigor desde 1º de março, é atribuída ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio. Desde o início do conflito, o preço do barril de petróleo subiu de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115. A Abear enfatizou que a situação pode restringir a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo.
Além disso, a associação defendeu a implementação de mecanismos que possam mitigar os impactos do aumento do QAV, visando garantir o desenvolvimento do transporte aéreo e a sustentabilidade econômica das operações. O diretor financeiro do Grupo Abra, que controla a Gol, também indicou que a empresa pode ser forçada a aumentar os preços das passagens em resposta ao aumento do combustível.


