O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 trouxe mudanças significativas nos critérios de correção da redação, conforme revelado por documentos internos. Apesar de o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) negar alterações oficiais, as orientações para os corretores mostraram diferenças em três competências principais em relação a edições anteriores.
A competência 4, que avalia o uso de elementos coesivos, passou a ter uma regra menos detalhada, enquanto a competência 5 impôs punições mais severas para candidatos que não incluíssem o elemento “ação” em suas propostas de intervenção. Além disso, o peso do repertório sociocultural foi ampliado, o que resultou em penalidades em duas competências.
Essas mudanças tornaram a correção mais rígida em alguns aspectos e mais subjetiva em outros, levando a uma queda nas notas de muitos candidatos. Professores e corretores relataram que a nova abordagem dificultou a avaliação, especialmente para aqueles que sempre obtiveram notas altas.
As competências foram detalhadas da seguinte forma: a competência 1 manteve os critérios de gramática, a competência 2 exigiu referências mais contextualizadas e a competência 3 passou a punir erros de repertório sociocultural em duas áreas. A competência 4 eliminou critérios numéricos claros, substituindo-os por classificações subjetivas. Por fim, a competência 5 aumentou a penalidade para a falta do item “ação” na proposta de intervenção.
O Inep reforçou que a correção é realizada por pelo menos dois avaliadores, com uma terceira correção em caso de divergências, mas a falta de comunicação sobre as mudanças gerou descontentamento entre os candidatos, especialmente aqueles que se sentiram prejudicados ao competir com notas de anos anteriores.


