O Salão do Automóvel de Pequim, realizado recentemente, destacou-se por sua grandiosidade, com uma área total de 380 mil metros quadrados, cerca de seis vezes maior que a do Salão de São Paulo. O evento contou com a presença de 1.451 veículos, 181 lançamentos e 71 carros-conceito, atraindo aproximadamente 890 mil visitantes. A cobertura do g1 foi realizada a convite da Leapmotor e GWM.
Uma das particularidades observadas foi a popularidade das transmissões ao vivo entre os expositores. Os repórteres notaram que, em vez de câmeras tradicionais, muitos estandes utilizavam equipamentos simples, como tripés e celulares, para realizar as lives. O objetivo era não apenas apresentar os veículos, mas também vender os carros em tempo real, oferecendo cupons e comissões aos vendedores.
Enquanto os criadores de conteúdo desfrutavam de uma conexão de internet móvel estável, a situação era diferente para os estrangeiros, que enfrentavam as restrições do Grande Firewall da China. Isso resultou em dificuldades significativas para publicar textos e enviar vídeos, que levavam muito mais tempo para serem transmitidos. O uso de VPNs, embora uma solução para contornar o bloqueio, resultava em uma queda drástica na velocidade da conexão.
Além das transmissões ao vivo, a presença de robôs foi notada, mas em menor escala do que o esperado. Embora a China tenha promovido uma meia maratona para robôs dias antes do evento, poucos estandes apresentaram robôs como parte de suas inovações. O grupo Chery, por exemplo, apresentou um robô humanoide e um robô em forma de cão, ambos disponíveis para venda.
A linguagem também foi uma barreira, com muitos visitantes estrangeiros dependendo de aplicativos de tradução para se comunicar. Embora houvesse placas em inglês, a maioria das interações, incluindo coletivas de imprensa, eram realizadas em chinês, com tradução simultânea disponível apenas em algumas ocasiões.


