Em Manaus, famílias indígenas estão transformando a culinária e o artesanato em fontes de renda e inovação. Um restaurante fundado há cinco anos por uma família Sateré-Mawé exemplifica como o empreendedorismo pode valorizar tradições e conquistar espaço na cidade. Inicialmente com apenas dois pratos no cardápio, o restaurante agora oferece receitas típicas dos povos Tukano e Sateré-Mawé, utilizando ingredientes como tucupi preto e formigas.
O turista Giovani Lourenço elogiou a experiência gastronômica, ressaltando a presença da ancestralidade na comida. A chef Clarinda Sateré enfatiza que o objetivo vai além da culinária, buscando reconstruir práticas culturais que foram deixadas de lado devido ao preconceito.
De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cerca de 300 indígenas atuam como microempreendedores individuais (MEIs) no Amazonas, com a Região Norte concentrando a maior parte dos empreendedores originários do país. Dados do IBGE indicam que mais de 70 mil indígenas residem em Manaus, muitos dos quais buscam alternativas de renda que preservam suas tradições.
Além da culinária, o artesanato também é uma forma de fortalecer a economia indígena. Em feiras, artesãos expõem colares, brincos e pulseiras, com consumidores expressando respeito e valorização pela arte indígena. Entre sabores e saberes, a cultura indígena continua a se firmar como uma fonte de renda e valorização das tradições na capital amazonense.


