No último domingo (22), o primeiro-ministro da China, Li Qiang, anunciou a intenção do país de abrir ainda mais sua economia para empresas estrangeiras e buscar um comércio mais equilibrado com seus parceiros internacionais. A declaração foi feita durante o Fórum de Desenvolvimento da China, realizado em Pequim, e ocorre em um contexto de tensões comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia.
Li afirmou que a China importará mais produtos estrangeiros de alta qualidade e trabalhará em conjunto com outras nações para ampliar sua participação no comércio global. O evento, que se estende por dois dias, visa apresentar a visão econômica da China e as oportunidades de investimento a empresários estrangeiros e autoridades.
O anúncio vem após a China registrar um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão em 2025, evidenciando a necessidade do governo em abordar preocupações sobre suas práticas comerciais. Embora o premiê não tenha mencionado diretamente o superávit, suas declarações refletem a preocupação do governo em manter boas relações internacionais.
Na mesma ocasião, o presidente do banco central da China, Pan Gongsheng, destacou que a análise dos desequilíbrios econômicos deve considerar não apenas o comércio de bens, mas também serviços. Ele enfatizou que a China não busca vantagem competitiva através da desvalorização da moeda.
Além disso, Li mencionou a queda no investimento estrangeiro direto, que recuou 5,7% em relação ao ano anterior, e anunciou incentivos para atrair investimentos, incluindo isenções fiscais e uso preferencial de terrenos em setores estratégicos.


