O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), criticou a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota divulgada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, Marinho classificou as medidas como ‘extravagantes’ e um instrumento de ‘silenciamento político’.
A decisão de Moraes proíbe Bolsonaro de receber visitas com fins político-eleitorais até o final das eleições de 2026 e restringe a divulgação de manifestos políticos. Marinho argumentou que o isolamento imposto a Bolsonaro atenta contra o Estado Democrático de Direito e ultrapassa os limites constitucionais.
O ex-presidente, atualmente em regime domiciliar, cumpre uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Moraes também determinou a suspensão do direito de visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção para advogados, médicos e profissionais de fisioterapia. A nova determinação foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares anteriores, incluindo a divulgação de uma ‘Carta aos Brasileiros’ por Flávio Bolsonaro, que expressava apoio à sua pré-candidatura.
Moraes rechaçou a alegação de que as novas sanções isolariam completamente o ex-presidente, destacando que ele convive diariamente com familiares e já recebeu diversas visitas. O ministro alertou que novos descumprimentos das ordens judiciais poderão resultar na revogação do benefício de prisão domiciliar e no retorno de Bolsonaro ao sistema prisional.


