A Agência de Saúde Pública da Suécia lançou um apelo na segunda-feira (1º) para que os pais evitem o uso de celulares enquanto passam tempo com seus filhos. As novas recomendações foram baseadas em pesquisas que analisam o impacto do uso de telas nas interações familiares.
O comunicado da agência enfatiza: ‘Guarde o celular quando estiver com seu filho. Use-o apenas se for necessário ou quando estiver usando junto com a criança’. Desde 2024, o órgão já havia sugerido que os pais refletissem sobre o uso de smartphones perto das crianças, mas agora as diretrizes incluem orientações mais específicas.
Os pais são incentivados a desenvolver ‘hábitos saudáveis de uso de telas para si mesmos’, uma vez que isso influencia diretamente os comportamentos das crianças. Estudos citados pelas autoridades de saúde suecas indicam que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos por pais pode prejudicar a interação com os filhos, aumentando a probabilidade de que as crianças adotem comportamentos semelhantes.
Helena Frielingsdorf, psiquiatra da agência, comentou: ‘As crianças não são influenciadas apenas pelo que os adultos dizem, mas também pelo que fazem. Por isso, pequenas mudanças no cotidiano podem fazer diferença tanto nas interações do presente quanto nos hábitos da criança ao longo do tempo’.
Entre as novas recomendações estão a criação de ‘zonas livres de telas’ em casa, como quartos e mesas de jantar, evitar o uso de telas antes de dormir e não expor crianças a dispositivos eletrônicos antes dos dois anos de idade. A agência também alertou que o uso excessivo de telas pode afetar a qualidade do sono, provocar depressão e contribuir para a obesidade infantil.
Nos últimos anos, a Suécia tem se esforçado para reduzir o tempo que crianças passam em dispositivos móveis. Em janeiro, o governo anunciou planos para proibir smartphones nas escolas para alunos até o nono ano. Essa medida já foi implementada no Brasil com uma lei aprovada no ano passado.
Enquanto isso, mais de uma dezena de países estão discutindo restrições ao acesso de menores de idade às redes sociais. No Brasil, a lei conhecida como ECA Digital, que entrou em vigor em março, impõe restrições ao conteúdo acessível a menores, sem proibi-los de estarem nas redes.


