O governo federal arrecadou R$ 425 milhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, conhecido como ‘taxa das blusinhas’, em janeiro de 2026. Este valor representa um aumento de 25% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 340,9 milhões.
No primeiro mês de 2026, foram registradas 15,3 milhões de remessas internacionais, um crescimento em relação às 11,4 milhões de remessas do mesmo período em 2025.
Segundo informações do jornal ‘O Globo’, o governo está considerando a revogação da ‘taxa das blusinhas’ em um ano eleitoral, liderado pelo ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, e por outros setores.
A Câmara dos Deputados também discute um projeto de lei que propõe a isenção do imposto de importação sobre compras de até US$ 50 realizadas via comércio eletrônico, o que eliminaria a ‘taxa das blusinhas’.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que anteriormente defendeu a implementação desse tributo para proteger a produção e o emprego no país, destacou que a medida contribuiu para a arrecadação federal, mas também gerou dificuldades financeiras para os Correios.
No acumulado do ano de 2025, a ‘taxa das blusinhas’ arrecadou um recorde de R$ 5 bilhões, ajudando o governo a alcançar suas metas fiscais. O Fisco também informou que cerca de 50 milhões de brasileiros estão regularizando suas encomendas internacionais através do programa Remessa Conforme, que visa combater a evasão fiscal e acelerar a entrega dos produtos.
A ‘taxa das blusinhas’ foi instituída em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, como resposta a um pedido da indústria nacional, que buscava equilibrar a carga tributária entre produtos nacionais e importados.
Alckmin, que deixou o cargo de ministro para concorrer à reeleição como vice-presidente, reiterou sua posição de defesa da indústria nacional, enfatizando que os produtos fabricados no Brasil enfrentam uma carga tributária significativamente maior em comparação aos importados, mesmo com a taxação atual.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) também reconheceu que a ‘taxa das blusinhas’ ajudou a preservar empregos no setor, destacando a importância da isonomia tributária e regulatória.


