A Corte Interamericana de Direitos Humanos decidiu, nesta quinta-feira (5), que o governo do Peru deve indenizar a família de Celia Ramos, uma mulher que morreu após ser submetida a uma esterilização forçada em 1997, durante o governo do ex-presidente Alberto Fujimori. Essa é a primeira decisão do tribunal sobre o programa de esterilizações forçadas que afetou principalmente mulheres pobres e indígenas no país.
Celia, que na época tinha 34 anos e três filhas, procurou atendimento em um centro de saúde, onde foi pressionada a realizar uma laqueadura. O procedimento foi realizado em condições inadequadas, resultando em uma reação alérgica grave que não foi tratada a tempo, levando à sua morte 19 dias depois.
O tribunal determinou que o Peru pague cerca de US$ 340 mil à família de Celia, cobrindo despesas médicas e compensação pela renda que ela teria gerado ao longo da vida. O Ministério da Justiça do Peru ainda não se manifestou sobre a decisão.


