A União Europeia acusou o TikTok de violar as regras digitais do bloco ao empregar recursos de “design viciante”, como reprodução automática e rolagem infinita. A acusação foi feita nesta sexta-feira (6) e representa um desafio ao modelo de funcionamento do popular aplicativo de vídeos.
Reguladores europeus afirmaram que a investigação concluiu que o TikTok não avaliou adequadamente os impactos dessas funcionalidades na saúde física e mental dos usuários, especialmente entre crianças e adultos vulneráveis. A Comissão Europeia, responsável pela aplicação da Lei de Serviços Digitais, solicitou mudanças no “design básico” do serviço, sob risco de multas significativas.
O TikTok, por sua vez, negou as acusações, afirmando que as conclusões preliminares da Comissão são uma descrição falsa da plataforma. A empresa indicou que tomará medidas para contestar as alegações.
As conclusões da Comissão Europeia, divulgadas em Bruxelas, são parte de um movimento crescente para regulamentar a dependência das redes sociais entre os jovens. Enquanto isso, o TikTok terá a oportunidade de responder às acusações antes de uma decisão formal sobre possíveis sanções.
A vice-presidente executiva da Comissão, Henna Virkkunen, destacou a importância da legislação para proteger crianças e cidadãos no ambiente online, ressaltando que a dependência de redes sociais pode ter efeitos prejudiciais no desenvolvimento mental de jovens.
Entre as mudanças sugeridas estão a desativação de recursos de rolagem infinita e a implementação de pausas mais eficazes para o tempo de tela. O TikTok, no entanto, argumenta que já oferece ferramentas para ajudar os usuários a gerenciar seu tempo na plataforma.


