Na última terça-feira (19), mais de 18,3 milhões de estudantes de escolas públicas em todo o Brasil participaram da primeira fase da 21ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Entre as questões aplicadas, uma em especial gerou polêmica e discussões nas redes sociais: a questão dos cubos empilhados.
A questão exigia que os alunos identificassem, a partir de uma figura com cinco cubos idênticos, qual alternativa poderia ter sido tirada considerando a composição. O professor Marco Moriconi, membro do Comitê de Provas da OBMEP, destacou que a questão não exigia a memorização de fórmulas, mas sim um raciocínio lógico.
“Como a questão exige vários passos, não dá pra dizer que é uma questão fácil. A visualização espacial certamente é algo que também pode complicar, mas basicamente é uma questão de lógica”, explicou o professor.
Para resolver a questão, os alunos deveriam seguir quatro etapas principais: identificar as formas nas faces dos cubos, entender quais são as faces opostas, analisar o cubo do topo de cada alternativa e comparar com os cubos visíveis da figura principal. A única resposta correta foi a alternativa A, que reunia as características necessárias para a solução.
Os professores ressaltaram que a questão é semelhante a um sudoku, exigindo lógica e eliminação de possibilidades. A dificuldade adicional reside na necessidade de visualização espacial.


