A rede social X contestou os resultados de testes realizados pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que indicam que a ferramenta de inteligência artificial Grok ainda gera imagens sexualizadas sem consentimento. Em uma resposta enviada na quinta-feira (12), a empresa solicitou que o prazo de cinco dias dado pelas autoridades para corrigir as falhas inicie apenas após a apresentação de detalhes sobre os procedimentos dos testes.
Em janeiro, a ANPD, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), havia determinado que o X impedisse a criação de imagens sexualizadas de crianças, adolescentes e adultos sem consentimento. Recentemente, novos testes indicaram que as falhas persistem e que a empresa não apresentou evidências concretas de que as medidas implementadas foram eficazes.
A ANPD e a Senacon alertaram que a não conformidade pode resultar em multas e ações judiciais. A pressão sobre a plataforma aumentou após diversas denúncias de usuários que relataram que a ferramenta estava sendo usada para adulterar imagens de mulheres nas redes sociais. A resposta do X incluiu questionamentos sobre a metodologia dos testes e a relação com domínios de terceiros que não estão associados ao serviço oficial do Grok.


