Enquanto as famílias em todo o mundo enfrentam os impactos econômicos da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, algumas empresas estão registrando lucros substanciais. O fechamento do estreito de Ormuz pelos iranianos tem elevado o custo de vida e afetado os orçamentos de governos e famílias.
O conflito tem beneficiado setores que prosperam em tempos de guerra e instabilidade, especialmente aqueles ligados à energia. Entre os principais beneficiários estão as gigantes do petróleo e gás, que têm lucrado com as oscilações de preços nos mercados de energia. As empresas europeias, como BP e Shell, relataram lucros recordes, com a BP mais que dobrando seus lucros no primeiro trimestre de 2026.
Além do setor de energia, grandes bancos também se destacaram, com o JP Morgan atingindo um recorde de receita de trading, contribuindo para um dos maiores lucros trimestrais da sua história. O aumento da volatilidade nos mercados financeiros levou investidores a buscar ativos mais seguros, beneficiando as instituições financeiras.
O setor de defesa é outro grande beneficiário do conflito, com um aumento na demanda por equipamentos militares e sistemas de defesa. Empresas como BAE Systems e Lockheed Martin esperam crescimento significativo em suas vendas devido à necessidade de reabastecimento de estoques de armas.
Além disso, a guerra tem impulsionado o interesse em energia renovável, à medida que a necessidade de diversificação das fontes de energia se torna mais evidente. Empresas como NextEra Energy e Vestas têm visto suas ações valorizarem, refletindo um aumento no investimento em soluções de energia sustentável.
Com a alta dos preços da gasolina, a demanda por veículos elétricos e tecnologias de energia renovável também aumentou, especialmente entre os consumidores que buscam alternativas mais econômicas.
Embora o conflito tenha gerado lucros significativos para algumas empresas, ele também tem trazido incertezas e desafios para muitos, exacerbando a crise econômica global.


