O foco nas eleições tem levado governo e oposição a trabalharem para encaminhar a análise de projetos de interesse no Congresso Nacional. Contudo, eventos como a Copa do Mundo e as festas de São João têm contribuído para atrasos nas propostas.
Um dos principais pontos de divergência é a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente. Embora Motta tenha uma boa relação com o governo, Alcolumbre não demonstra a mesma disposição, o que tem dificultado a votação de matérias importantes.
Entre os projetos pendentes está a PEC da Segurança Pública, que visa melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre o eleitorado de centro-direita. A proposta já foi aprovada na Câmara, mas ainda não chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde deve ser analisada antes de ir ao plenário.
Além disso, a PEC que reduz a jornada de trabalho sem redução salarial também aguarda votação, mas Alcolumbre tem adotado uma postura cautelosa, afirmando que o Senado não deve ser uma “casa carimbadora”.
Parlamentares acreditam que a relação entre Alcolumbre e o governo deve ser reconstruída para permitir o avanço das propostas, especialmente considerando que o presidente do Senado é visto como responsável por uma das principais derrotas políticas de Lula, a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.


