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Diretor do BC defende decisão do Copom que cortou taxa de juros: ‘dobrar ou triplicar Selic não abriria estreito de Ormuz’

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Paulo Picchetti, defendeu nesta quinta-feira (25) a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 14,5% para 14,25% ao ano. Ele argumentou que a política de juros não deve reagir de forma imediata a choques de oferta, que são eventos inesperados que impactam a disponibilidade e o custo de bens e serviços.

Picchetti comparou esses choques a um ‘hematoma’, ressaltando que uma elevação da taxa de juros não resolveria problemas como o fechamento do Estreito de Ormuz, que afetou a inflação devido a questões geopolíticas.

O diretor enfatizou que o Banco Central continua focado em perseguir a meta de inflação de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, considerando as projeções para o futuro. Ele explicou que as decisões de juros são tomadas com base em um sistema de metas, mirando na inflação esperada para os próximos anos.

Apesar das projeções de inflação do mercado financeiro estarem acima da meta central, o Banco Central optou por cortar os juros, refletindo uma estratégia de suavização das variações macroeconômicas.

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