Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.
Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.
Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso. A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD), que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.
Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido. Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).
No que diz respeito à disputa pelo Senado, Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a concorrência pelas vagas. O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado, enquanto o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), única mulher representante na Assembleia Legislativa, também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.
Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL), que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. O ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e é citado entre os possíveis candidatos. Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças, uma vez que as candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.


