Câmaras frias usadas para armazenar estoques de sangue do sistema público de saúde francês foram alvo de um ataque cibernético na França. O incidente atingiu uma prestadora de serviços de refrigeração que atende o Établissement Français du Sang (EFS), responsável pela coleta e distribuição de sangue no país. Segundo autoridades, nenhum ‘impacto sanitário’ havia sido identificado até esta quarta-feira (4).
O ataque ocorreu na segunda-feira (2) e afetou sistemas de supervisão e controle de câmaras frias em três unidades regionais. Após um ‘incidente de cibersegurança’, foram detectadas anomalias que alteraram os parâmetros de funcionamento dos equipamentos, informou o EFS em comunicado. De acordo com o semanário Le Canard Enchaîné, a empresa Coolworld, prestadora de serviços especializada em soluções de refrigeração, foi o alvo do ataque. As câmaras frias, onde amostras de doadores são armazenadas a -30°C, chegaram a ser programadas para atingir 110°C.
O EFS confirmou que a Coolworld era a empresa responsável pelos sistemas afetados e garantiu que ‘nenhum impacto sanitário foi identificado e não houve perda de produtos sanguíneos’. O incidente foi detectado por um técnico de plantão, permitindo uma intervenção rápida. ‘A segurança dos estoques foi preservada graças aos sistemas de monitoramento e alarme das instalações’, informou o gabinete da ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist.
Medidas para evitar novos ataques foram adotadas, incluindo a desativação dos acessos remotos aos equipamentos afetados e o reforço da vigilância das instalações. As investigações técnicas continuam em andamento para esclarecer as circunstâncias do incidente e o número total de equipamentos potencialmente atingidos.


