Milhares de paraguaios se reuniram em Assunção nesta terça-feira (3) para exigir o acesso aos seus depósitos após uma crise que envolveu o Ueno, um dos maiores bancos digitais do país, com cerca de 3 milhões de clientes. O Banco Central do Paraguai iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar os impactos sobre o sistema financeiro, o que resultou na renúncia do presidente do BC, Carlos Carvallo, e aumentou a pressão sobre o governo de Santiago Peña.
A crise no Ueno, que administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, afetou diretamente os clientes, que encontraram as agências fechadas e enfrentaram problemas com aplicativos e cartões. Em resposta à situação, o presidente Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que permitirá o uso do Fundo de Garantia do país para realizar pagamentos aos depositantes.
O Ministério Público abriu uma investigação criminal sobre o caso, resultando na prisão de oito pessoas ligadas ao banco, incluindo membros da direção. Apesar das preocupações, o Banco Central afirmou que o caso do Ueno é isolado e não representa problemas mais amplos no sistema financeiro paraguaio.


