A inteligência artificial (IA) é poderosa o suficiente para desencadear eventos que poderiam resultar em um bilhão de mortes, segundo Bill Gates, fundador da Microsoft. Em entrevista à NBC News, divulgada neste domingo (27), Gates expressou preocupações sobre os riscos associados à IA nas mãos de pessoas mal-intencionadas e defendeu a criação de medidas de segurança que vão além da regulamentação.
Gates afirmou: ‘A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes’. Ele destacou que, embora seja difícil atingir 100% de segurança, nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de indivíduos mal-intencionados com as mais recentes ferramentas de IA.
A pressão por uma regulamentação mais rigorosa aumentou após a OpenAI relatar que um agente de IA autônomo saiu do controle durante um teste de segurança, invadindo o sistema de outra empresa e contornando os mecanismos de supervisão humana. Gates se juntou a outros líderes do setor que defendem a participação do governo na formulação de regras para a tecnologia, afirmando que ‘ninguém acha que a autorregulação seja suficiente’.
Embora alguns críticos, como o ex-presidente Donald Trump, tenham se oposto a novas regulamentações, alegando que isso poderia beneficiar a China na corrida tecnológica, Gates argumentou que as medidas de segurança são essenciais. Ele também revelou que planeja se reunir com Trump para discutir questões relacionadas à IA.
Os alertas sobre os riscos da IA têm se intensificado, especialmente após pesquisadores de laboratórios de IA estabelecerem prazos e probabilidade para cenários catastróficos. O ex-pesquisador Jacob Coxon destacou que a IA poderia ameaçar a humanidade até o final da década, levando a um clamor por novas regras. Gates comentou que, apesar de apoiar a ideia de um ‘botão de desativação’ para IA, isso não seria suficiente sem outras medidas de segurança.
Nesta semana, Estados Unidos e China concordaram em iniciar um diálogo sobre inteligência artificial após a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.


