O governo dos Estados Unidos deve decidir até quarta-feira (15) sobre a aplicação de novas tarifas contra o Brasil, em resposta a uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas, incluindo a regulamentação do sistema de pagamentos Pix.
Um documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sugere tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o que colocaria o Brasil como o segundo país mais afetado por tarifas americanas, atrás apenas da China. Atualmente, o Brasil ocupa a 13ª posição, com uma tarifa média de 11,73%.
Se confirmadas, essas tarifas representariam um aumento médio de 18% para o Brasil, conforme dados da iniciativa Global Trade Alert (GTA). A investigação, iniciada em julho do ano passado, é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e pode resultar em medidas punitivas, como tarifas adicionais.
O governo americano alega que o Brasil prejudica injustamente as empresas americanas, especialmente no setor de pagamentos eletrônicos. O USTR destaca que o sistema Pix favorece o operador estatal em detrimento das empresas privadas, criando um conflito de interesses.
Analistas sugerem que essa investigação pode ser uma estratégia do governo Trump para negociar com o Brasil, dado que as tarifas podem não refletir uma lógica econômica, mas sim uma abordagem política e nacionalista.


