Um levantamento realizado pela ASCEMA Nacional revelou que quatorze candidatos nas eleições de 2026 acumulam mais de R$ 120 milhões em multas ambientais, aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nos últimos dez anos. Os candidatos incluem aqueles que buscam cargos como deputado estadual, federal, senador e governador.
Entre os autuados, destacam-se Daniel Messac de Morais, que possui 4 multas totalizando R$ 60,7 milhões, e Romero Jatobá Cavalcanti Neto, com 7 multas que somam R$ 17,5 milhões. As infrações incluem destruição de vegetação nativa e desmatamento em áreas protegidas, especialmente no Pará, onde as autuações são mais frequentes.
É importante ressaltar que, apesar das multas, a inelegibilidade não é automática. Para que um candidato seja considerado inelegível, é necessária uma condenação criminal definitiva por crime ambiental, conforme a Lei da Ficha Limpa. A coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Cristiane Mazzetti, alerta para a importância de considerar o histórico ambiental dos candidatos, especialmente aqueles que estão buscando reeleição.
O levantamento também destaca que o perfil dos candidatos multados é predominantemente masculino e ligado ao agronegócio, com muitos deles atuando em regiões conhecidas por desmatamento ilegal. A análise inclui dados de autuações que vão de multas por infrações menores até valores significativos, como os de Messac e Jatobá, e conclui que o histórico ambiental deve ser um fator relevante na avaliação dos eleitores.


