O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais acumulam um déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, o pior resultado para o período desde o início da série histórica do BC em 2002. Este valor supera o déficit recorde registrado em 2024, que foi de R$ 6,73 bilhões.
O conceito de déficit utilizado pelo BC considera apenas a variação da dívida, excluindo empresas como Petrobras e Eletrobras, que não estão incluídas na série desde 2009. Entre as estatais analisadas estão Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea.
O governo federal, por meio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, reconhece que as estatais continuarão em déficit até 2030. A Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta uma deterioração significativa na saúde financeira de várias dessas empresas, aumentando o risco para o Tesouro Nacional.
A situação dos Correios, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo, é um fator agravante. No primeiro semestre deste ano, a estatal registrou um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Para enfrentar essa crise, o governo autorizou a venda de seguros e a atuação no mercado de telefonia.


