O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, estabelecendo um novo recorde histórico para o período, que é acompanhado desde 2002.
Esse resultado é pior do que o registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 6,3 bilhões. O cálculo do BC exclui a Petrobras e a Eletrobras, que não estão incluídas nas estatísticas desde 2009, e considera apenas empresas como Correios, Infraero e Dataprev.
O governo federal, em seu projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, já admite que as estatais continuarão operando no vermelho até 2030. A Instituição Fiscal Independente (IFI) apontou uma deterioração significativa na saúde financeira de parte dessas empresas, elevando o risco para o Tesouro Nacional.
O Correios, em particular, enfrenta uma grave crise fiscal, com 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, a estatal registrou um prejuízo de R$ 5,6 bilhões e, para tentar reverter a situação, o governo permitiu que a empresa ampliasse suas operações para incluir serviços financeiros.


