Em meio à crise institucional instalada no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes criticou, nesta quarta-feira (30), os vazamentos seletivos e o uso político eleitoral de investigações. A declaração foi feita durante uma homenagem ao aniversário de um ano da presidência do ministro Edson Fachin no STF.
Gilmar, que é o decano da corte, pediu a palavra no início da sessão e destacou que, em sua gestão, não houve notícias de vazamentos seletivos, apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob sua responsabilidade. Ele elogiou a condução de Fachin na Operação Lava Jato, classificando-a como equilibrada e sem interesses políticos.
O decano também ressaltou a importância da atuação de Fachin em um ambiente de elevada tensão, afirmando que o presidente do STF tem mantido um tom sóbrio e comprometido com a manutenção da tranquilidade do tribunal. Gilmar citou julgamentos importantes na gestão de Fachin, incluindo restrições ao pagamento de penduricalhos a juízes e a validade de leis ambientais e de igualdade salarial.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, elogiou Fachin por sua habilidade em dialogar e agir de forma eficaz em momentos de crise, destacando a segurança que sua liderança traz ao tribunal.


