A Espanha condenou, nesta quarta-feira (21), as declarações do presidente argentino Javier Milei, que, durante uma visita ao país, chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de ‘ditador’ e pediu aos eleitores que o removam do poder. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha classificou as falas de Milei como ‘interferência externa, ataques e insultos’.
Em um fórum econômico, Milei expressou apoio à oposição de direita e de extrema direita na Espanha, alegando que o socialismo estava causando miséria e chamando Sánchez de ‘ladrão’ e ‘corrupto’. A declaração ocorre a pouco mais de um mês das eleições gerais na Espanha, programadas para 29 de novembro, nas quais cerca de 39 milhões de eleitores estão convocados a votar.
A reação do governo espanhol foi imediata, com o Ministério das Relações Exteriores emitindo um comunicado de ‘mais enérgica condenação’ aos comentários de Milei, afirmando que a Espanha não aceita ingerências externas ou ataques ao seu presidente. Durante sua visita, Milei também criticou partidos de esquerda na Europa e abordou questões de imigração, acusando o governo de Sánchez de fomentar uma ‘invasão’ migratória.


