Vinte e seis ex-funcionários da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a companhia, alegando que a empresa utilizou um sistema de inteligência artificial que prejudicou trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica durante um processo de demissões em massa.
O processo, apresentado em um tribunal federal de Oakland, Califórnia, afirma que a ferramenta de IA selecionou desproporcionalmente funcionários nessas condições para serem demitidos. Os ex-funcionários argumentam que critérios como produtividade e uso de ferramentas de IA foram usados para decidir quais trabalhadores seriam afetados pelos cortes, prejudicando aqueles que precisaram faltar ao trabalho por problemas de saúde.
A Meta nega as acusações, afirmando que as decisões sobre gestão de funcionários são tomadas por pessoas, não por inteligência artificial. A ação surge após a empresa ter demitido cerca de 8 mil funcionários em um esforço de reestruturação para focar em inteligência artificial, o que representou cerca de 10% de sua força de trabalho.
A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 para expandir sua capacidade de desenvolver tecnologias de IA, o que inclui a compra de chips e construção de centros de dados.


