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Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu

A Honda confirmou nesta quinta-feira (14) que enfrentará seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como uma empresa de capital aberto, prevendo perdas de até US$ 3,6 bilhões (R$ 17,6 bilhões) devido a custos de reestruturação em seu setor de veículos elétricos.

O CEO da empresa, Toshihiro Mibe, informou que a montadora teve que cancelar três modelos de veículos elétricos planejados para produção nos Estados Unidos, o que resultou em um impacto financeiro de até US$ 15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões). Segundo analistas, a magnitude da baixa contábil foi uma surpresa, pois esperava-se apenas uma redução nas metas de produção.

Durante coletiva de imprensa, Mibe destacou que a demanda por veículos elétricos caiu drasticamente, tornando difícil para a empresa manter a lucratividade. Além disso, a Honda está enfrentando desafios na China, onde a concorrência com fabricantes como a BYD tem sido intensa.

Como parte de suas medidas de contenção, Mibe e o vice-presidente executivo Noriya Kaihara decidiram renunciar voluntariamente a 30% de seus salários por três meses. Outros executivos também abrirão mão de 20% de suas remunerações.

A Honda planeja anunciar uma nova estratégia de negócios no próximo ano fiscal, enquanto busca fortalecer sua presença na Índia, um mercado onde as montadoras chinesas estão efetivamente excluídas.

O prejuízo da Honda se insere em um contexto mais amplo, onde várias montadoras globais, incluindo General Motors, Stellantis e Ford, também registraram perdas significativas ao reavaliar suas ambições no setor de veículos elétricos, totalizando cerca de US$ 67 bilhões em baixas contábeis no setor.

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