A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quinta-feira (8) que o governo mexicano planeja apresentar queixas criminais nos Estados Unidos relacionadas às mortes de cidadãos mexicanos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) ou durante operações de imigração.
O anúncio foi feito após a morte de Lorenzo Salgado Araujo, um motorista mexicano que foi baleado por um agente do ICE na última terça-feira (7), no Texas. A morte de Salgado, que gerou comoção e protestos em Houston, elevou para 14 o número de mexicanos que morreram sob custódia do ICE, e outros três que faleceram em operações da agência, conforme informações do governo mexicano.
“Não podemos fechar os olhos diante dos mexicanos que morreram”, declarou Sheinbaum em coletiva de imprensa, ressaltando que as queixas terão como objetivo responsabilizar os envolvidos em homicídios ou violações de direitos humanos.
Além de buscar justiça para os cidadãos mortos, o governo mexicano oferece assistência a todos os que a solicitam, especialmente aos que trabalham honestamente nos EUA. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, afirmou que a medida surge após tentativas frustradas de diálogo com os EUA e que agora o México irá além da esfera diplomática, apresentando denúncias diretamente aos promotores americanos.
O governo mexicano também planeja entrar com ações civis contra empresas que operam centros de detenção de imigrantes nos EUA. Desde janeiro de 2025, quando o presidente Donald Trump reassumiu o cargo, pelo menos seis pessoas foram mortas a tiros em operações de fiscalização de imigração.
O Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça dos EUA não comentaram sobre o caso até o momento.


