O Move Aplicativos, uma nova linha de crédito destinada a motoristas de aplicativo e taxistas, alcançou a marca de R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados, conforme anunciou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta terça-feira, 14 de julho de 2026.
O programa, que teve início em junho, já beneficiou mais de 10 mil profissionais em todo o Brasil, com um valor médio de financiamento de R$ 102 mil por motorista. Os recursos, provenientes do Tesouro Nacional, são geridos pelo BNDES e visam facilitar a aquisição de veículos novos com juros reduzidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou o programa em maio, com a expectativa de que 100 instituições financeiras participassem e que entre 200 mil a 300 mil veículos fossem vendidos. Para se qualificar, taxistas devem estar devidamente registrados e motoristas de aplicativo precisam ter um cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado um mínimo de 100 corridas nesse período na mesma plataforma.
Os veículos financiáveis devem atender a alguns critérios: ter um custo máximo de R$ 150 mil, ser flex, elétrico ou híbrido flex, e ser zero quilômetro, produzidos por montadoras habilitadas no programa. As taxas de juros variam entre 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% para homens, com prazos de financiamento que podem chegar a 72 meses e seis meses de carência.
Embora o programa tenha avançado nas contratações, seu impacto nas vendas de veículos ainda é considerado tímido. Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), destacou que a cobertura do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que assegura até 80% das operações de financiamento, só começou a valer em 2 de julho. Atualmente, 10 instituições financeiras, incluindo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, estão operando no programa, enquanto outros grandes bancos ainda não participam.
A Anfavea projeta que os efeitos do programa se tornem mais evidentes nas estatísticas de vendas nos próximos meses.


