A Polícia Federal (PF) prendeu cinco pessoas envolvidas em uma organização criminosa que movimentou R$ 425,7 milhões em contrabando de cigarros entre 2019 e 2024. A operação, chamada Rota Clandestina, revelou uma estrutura sofisticada para trazer cigarros do Paraguai e distribuí-los em vários estados brasileiros.
Os presos incluem Willyan Paredes Gonçalves, apontado como o chefe da organização, e Alexandre Leite do Nascimento, considerado o tesoureiro. A investigação identificou uma divisão de tarefas clara, com um sistema logístico que incluía depósitos em Campo Grande, onde os cigarros eram armazenados antes de serem redistribuídos.
Os cigarros eram adquiridos na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero e trazidos para o Brasil por rotas clandestinas. Para evitar fiscalizações, a organização utilizava veículos menores para dividir as cargas. Documentos fiscais falsos eram emitidos para dar aparência de legalidade ao transporte.
A Justiça Federal já autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados, totalizando até R$ 17,8 milhões, para impedir que o patrimônio acumulado durante a atuação da organização seja ocultado.


