A Procuradoria Geral da República (PGR) iniciou na terça-feira, 16 de junho de 2026, a leitura do pedido de condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo que investiga uma tentativa de golpe de estado em 2022. O julgamento ocorre na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
O relator já apresentou seu relatório e, em seguida, a defesa de Eduardo Bolsonaro terá a oportunidade de se manifestar. Após essa fase, os ministros do STF começarão a votar, com Moraes sendo o primeiro a se pronunciar, seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Primeira Turma. Para a condenação ou absolvição, são necessários três votos.
A PGR acusa o ex-deputado de atuar em conjunto com o governo dos Estados Unidos, durante a administração de Donald Trump, para criar um clima de instabilidade e ameaçar retaliações contra ministros do Supremo e o Brasil, visando impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na chamada trama golpista.
A defesa, representada pela Defensoria Pública da União (DPU), solicita a absolvição de Eduardo Bolsonaro, argumentando que não há provas suficientes e que o processo deve ser anulado por questões processuais, incluindo a participação do relator no julgamento e a forma irregular de notificação do acusado.


